quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Desassossego da Cor.

A imagem que virou símbolo durante os conflitos no oriente, hoje é tema de exposições que explicam o sofrimento de uma guerra

Olhares baixos, indispostos e abatidos. Era como Sharbat Gula (12 anos na época), mais conhecida como a “Menina afegã” (Afghan Girl) encontrava-se em 1984, na tentativa de escapar da morte de seus pais durante o bombardeio soviético do Afeganistão.

Ao perceber o desespero em que a afegã estava, o fotógrafo Steve McCurry capturou o rosto aparente da menina, já que a lei local obrigava as mulheres a usarem burca.

Embora não fosse conhecida, seu semblante espantado chamou atenção da revista National Geographic e resultou na publicação de sua imagem na capa da edição de junho de 1985, tornando-se a fotografia mais reconhecida na história da revista.

Conhecido por fotografar guerras e catástrofes, McCurry desvenda em suas fotos a sensibilidade da miséria humana, com a combinação de cores intensas como forma de condecorar os sentimentos.

O fotógrafo estará no Brasil a partir de quinta-feira (20) para uma série de palestras sobre sua carreira, e na terça-feira (25) apartir das 18h00 irá apresentar sua exposição Desassossego da Cor na Galeria de Babel.

Para demais informações entre em contato com a Galeria de Babel no telefone: 38250507

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tudo pode dar certo (2009)

Humor prestigiado e em dose certa chega ao cinema com muito encanto e magnetismo


Tá certo que Woody Allen é um grande cineasta. Mas ele consegue provar isso para o público ano por ano, filme por filme, prêmios por prêmios com seu grande poder de encantar-nos com suas 'tramas tramadas' criadas apartir de neuroses comportamentais humanas.

Filmes excêntricos, humor negro e um baita de um elenco excepcional. São essas as características que faz de um diretor e roteirista nova-iorquino um dos mais respeitados na cena cinematográfica. Como nos prova o seu penúltimo filme gravado: Tudo pode dar certo (Whatever Works - 2009)

No elenco temos o ator Larry David conhecido por suas comédias sarcáticas americanas e que interpreta Boris, um velho sofista que passa a maior parte do tempo reclamando do mundo para seus amigos e que por um acaso encontra a jovem Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), uma garota que abre mão de uma rotina clichê para uma vida ao lado do 'gênio' rabugento.

Como de costume, Woody Allen envolve nos personagens, uma curiosidade amorosa fora do comum, como por exemplo em Vick Cristina Barcelona, Penélope Cruz e Scarlett Johansson vivem juntas com o mesmo homem, dividindo ele até mesmo em tarefas íntimas. Em Tudo pode dar certo essa cena se repete, só que ao invés de duas mulheres amando literalmente um homem, agora são dois homens à disputa do amor de uma mulher.

Allen soube usar perfeitamente seu humor infalível nessa direção de Tudo pode dar certo mesmo o filme chegando com grande atraso ao Brasil, quase perto da estréia de You Will Meet a Tall Dark Stranger seu longa mais recente, não foi desculpa para que tudo não desse certo.

assista o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=HmIoImelhHI

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A hora do pesadelo (2010)

Um, dois, Freddy vem te pegar depois...




Com estréia para hoje (7), o filme a "A hora do pesadelo" (1984), de Wes Craven, que aterrorizou adultos da década de 1980 voltou com a promessa de tirar o sono de qualquer um com a clássica história de Freddy Krueger, um homem nascido do resultado de um estupro em conjunto na Rua Elm que cresceu e por ter um um passado conturbado começou a abusar das crianças da mesma rua em que nasceu. Quando descoberto, foi queimado vivo pela vizinhança. Agora, através de sonhos, Krueger retorna para se vingar daqueles que o mataram.

Com expressão de maldade em forma de pesadelos, o mestre do horror prova que o mal não nos dá tempo e invade as telas novamente depois de várias regravações em anos anteriores. Os roteiristas Wesley Strick, Eric Heisserer, Wes Craven atualizaram as qualidades do texto original para trazer neste último algo inovador principalmente quando se trata de assustar o público de forma diferente.

Interpretando Freddy Krueger temos Jackie Earle Haley que atuou no filme Watchmen (2009). Para dirigir o longa e apresentar o personagem para a nova geração, o escolhido foi Samuel Bayer, diretor de videoclipes dos anos 90.

A nova versão do filme de terror estadunidense, promete trazer uma emoção mais próxima com a realidade através de efeitos especiais que se assemelham com nossos sonhos, trazendo para nossos tranquilos sonos A HORA DO PESADELO!

Assista o trailer de "A hora do pesadelo": http://www.youtube.com/watch?v=OZ46DSqzMZM&feature=related

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Festival do Whisky traz cena escocesa à São Paulo

Cultura da ilha britânica chega aos paulistanos com muita Música, Cinema e Bebida


"Johnnie Walker", "Black Label" e o clássico escocês "BUCHANANS 12 years" são algumas das autênticas bebidas do 4° Festival de Whisky que começou no dia 15 de Abril e vai até 27 de Maio em São Paulo. São mais de 200 estabelecimentos com atrações e combinações da gastronomia brasileira com os destilados escoceses.

Além de saborear o "puro malte escocês", os apreciadores poderão conhecer a cena musical dotada de influência anos 60, como a banda Camera Obscura e Trembling Bells, ambas tocam um som sofisticado e moderno vindo do clássico folk emergente do Reino Unido.

Para os cinéfilos de plantão, o Cine Belas Artes apresentará sempre às quinta-feiras filmes que façam referência à Escócia como: “O Sonho de Cassandra”, de Woody Allen e “P.S. Eu Te Amo” de Richard LaGravanese, entre outros. Nas sessões, os espectadores poderão degustar doses de legítimos whiskies.

O objetivo do Festival é aproximar a cultura escocesa da brasileira, ilustrando formas de vivenciar um bom momento ao lado da bebida mais popular da Escócia: Whisky!!!

Para mais informações: http://www.whiskyfestival.com.br/
Escute: http://www.myspace.com/cameraobscuraband
http://www.myspace.com/tremblingbells

Dogville (2003).

Um filme não-convencional capaz de confundir sociólogos e psicólogos por transparecer complexidade


Conhecido por dirigir filmes com teores críticos e subjetivos, Lars von trier caprichou no roteiro de Dogville (2003). Um filme capaz de manter nossas mentes ocupadas em cada capítulo.

Na tentativa de recuperar o cinema realista do meio comercial, Von Trier foi um dos primeiros cineastas a seguir o manifesto dinamarquês chamado "Dogma 95", também conhecido como "voto de castidade", do qual apresenta uma série de restrições quanto ao uso de técnicas e tecnologias nos filmes, para que o cinema não perdesse a essência alternativa.

O longa tem como protagonista Grace (Nicole Kidman) uma jovem procurada por perigosos gângsteres que encontra refúgio em Dogville. Encantado pela moça, Tom (Paul Bettany) o porta voz da cidade, resolve fazer com que os moradores tenham confiança em Grace, em troca faria pequenos serviços para eles, que aceita de imediato. Com o passar dos dias, os adoráveis habitantes da cidade descobrem que ela está sendo procurada por policiais e decidem de uma maneira ríspida aumentar a carga de trabalho da moça impedindo-a de abandonar o lugar.

De uma hora pra outra, Grace é usada pelos habitantes, tanto nos trabalhos domésticos quanto nos sexuais, quando os homens usam seu corpo em prol de seu próprio prazer (interesse). Esses acontecimentos são passados de uma forma natural para que os espectadores identificassem sua personalidade apartir do comportamento dos personagens.

O diretor faz uma crítica pessimista à humanidade, uma vez que o filme se passa durante a Grande Recessão Americana na década de 1930 do qual explica o individualismo no comportamento humano e uma sociedade hipócrita que vive na base da ilusão. É composto por um prólogo que traça o perfil dos personagens, dividindo a história em 9 capítulos.

Dogville é o primeiro de uma trilogia focada nos Estados Unidos e trouxe à Lars Von Trier o prêmio Fita de Prata como Melhor Diretor de Filme Estrangeiro. O segundo filme, chama-se Manderlay - sobre a escravidão no sul dos Estados Unidos - e o terceiro Wasington.

Do pescador à cinderela

As sandálias que calçaram os pés de famosos na década de 1980, hoje são as preferidas da garotada

Cheirosas, coloridas, recicláveis. Melissa é uma linha de calçados de plástico produzidas pela Grendene que foi inspirada em sandálias usadas pelos pescadores da Riviera Francesa.

Em 1986, a Grendene resolveu direcionar as vendas dos calçados coloridos para o público infantil com o lançamento das Melissinhas - modelos para crianças e que vinham sempre acompanhados de um acessório especial. O primeiro comercial apresentava o conceito "A Melissinha que vem com a pochetezinha".

Com o passar dos anos as melissas conquistaram diversos tipos de públicos, com seus estilos alternativos, sofisticados e inovadores. Suas campanhas e filmes publicitários, fizeram parte atrizes, modelos e personalidades, como, por exemplo, a modelo Cláudia Schiffer e a cantora pop Madonna.

Hoje, as sandálias ocupam espaço em diferentes universos, como a arquitetura, a arte, o design e a moda, mantendo parcerias com profissionais como o estilista Alexandre Herchcovitch (um dos brasileiros mais renomados dentro e fora do Brasil), os designers Fernando e Humberto Campana e pelo visual de famosos como Boy George e Björk. Podemos acompanhar a trajetória dessas sandálias na Galeria Melissa que se localiza na rua Oscar Freire, em pleno circuito fashion paulistano onde o espaço é ponto-de-encontro dos mais variados gostos e atitudes.

Para demais informações sobre a Galeria Melissa, ligue para: 3083-3612
Funcionamento: De segunda a sexta, das 10h às 20h e sábado das 10h às 18h.

domingo, 25 de abril de 2010

Um novo conceito sobre música erudita

Exuberante, ritmos energéticos, melodias ornamentais e contrastes de sonoridades traçam o novo “perfil” de um clássico estilo musical.

Sob o teto da Igreja do Beato Anchieta no Pátio do Colégio, a Orquestra de Arte Barroca conhecida como Chiquitos realizou no último dia 4 um concerto de música barroca inspirado em obras musicais de Antonio Vivaldi, Alessandro Scarlatti e Claudio Monteverdi.

No repertório da Orquestra, além de expoentes do período Barroco, descobriu-se uma riqueza musical de grande magnitude baseada na cultura dos povos da região oriental da Bolívia fundada por jesuítas que leva o mesmo nome do conjunto.

As músicas barrocas - conhecidas também como músicas renascentistas por acompanhar o movimento da época, usam em suas melodias um único tom. Os compositores e interpretes do barroco misturaram o modo jônico (maior) e o modo eólio (menor), através de réplicas dos instrumentos barrocos. Por fim as canções passaram a ser mais elaboradas, possuindo novas técnicas instrumentais, para tentar recuperar a música da antiguidade clássica.

Dirigida por Paulo Henes (Spalla e Diretor Artístico) e por músicos voluntários o grupo tem como proposta difundir esse universo erudito a partir de concertos gratuitos em diversos pontos da capital paulista. “O público de música erudita pensa que sabe de música barroca. A nossa idéia é mostrar o que não é mostrado” diz o maestro Henes.